Natação brasileira conquista 29 medalhas no Pan

Os esportes aquáticos deram um show na primeira semana dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Desde a abertura com a prata e o bronze das maratonas aquáticas, no domingo 14/07, até a última medalha da natação na piscina do Parque Aquático Maria Lenk, no domingo 22/07, os nadadores mostraram a força de uma geração que cresce a cada nova grande competição internacional.

Os resultados são muito positivos quando comparados a outras edições dos Jogos Pan-americanos. A natação somou 12 medalhas de ouro, seis de prata e nove de bronze, somando 27 pódios. Com as maratonas aquáticas, o número de medalhas sobe para 29. Foram 12 recordes pan-americanos quebrados, 19 brasileiros e sul-americanos e três brasileiros.

“O balanço final é excepcional porque superamos todos os recordes. E não só por isso. Os resultados técnicos muito importantes. Os tempos feitos aqui colocam um grupo de sete ou oito nadadores em totais condições de disputar as finais nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem. Investimos cerca de 40% da verba de patrocínio nas seleções dos nossos cinco esportes. Vemos o resultado de um trabalho que as equipes técnicas vêm fazendo há anos. Essa foi a competição mais importante para a história do esporte no Brasil”, salientou Coaracy Nunes Filho, presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), sem deixar de mencionar os recursos da Lei Agnelo-Piva e agradecer aos Correios, patrocinador da entidade há 16 anos.

Ricardo de Moura, supervisor técnico da CBDA, analisou a desempenho dos nadadores e já faz a projeção para o próximo ano olímpico.
“Em 32 provas, foram batidos 35 recordes pan-americanos e 12 foram por brasileiros. Essa é uma marca impressionante. Foi sensacional, mas já estamos pensando em 2007 com todo o planejamento feito até os Jogos Olímpicos. Depois do Pan vamos readaptar muitas coisas, mas já sabemos o que precisa ser feito e até a nossa aclimatação para Pequim, que será em Macau. Destaco também como causa do sucesso da natação a parceria que temos feito com o departamento técnico do Comitê Olímpico Brasileiro – COB, que acreditou e apostou na natação brasileira”, ressaltou Moura.


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